Jump to content

Theme© by Fisana
 

Photo
- - - - -

Kátia Abreu + MONSANTO 2015 ? Results for Kátia Abreu +MONSANTO (without quotes) <posted by macaense>


  • Please log in to reply
12 replies to this topic

#1 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 10:31 AM

Kátia Abreu + MONSANTO 2015 ?

Results for Kátia Abreu +MONSANTO (without quotes):
Tip: Search for English results only. You can specify your search language in Preferences
Search Results

Kátia Abreu – Wikipédia, a enciclopédia livre
pt.wikipedia.org/.../Kátia_AbreuTranslate this page
Portuguese Wikipedia
Kátia Regina de Abreu (Goiânia, 2 de fevereiro de 1962) é uma empresária, ... patenteadas por grandes corporações de biotecnologia como a Monsanto.
Líder dos agropecuaristas - Carreira política - Críticas - Referências
katia flavia godiva do irajá >>>> katia cega >>>> katia abreu
https://pt-br.facebook.com/…/pos…/79770979695619...Translate this page
Torquato Witze Katia Abreu no ministério da agricultura? não dá para acreditar. O que é isso presidenta??Kátia Abreu é o braço direito da monsanto no brasil, ...
Who Could Refuse to Protect the Rainforest of Brazil and ...
www.huffingtonpost.com/katia-abreu/who-could-ref...
The Huffington Post
Oct 24, 2011 - Senator Katia Abreu is the President of the CNA, the Brazilian Confederation of ... Follow Kátia Abreu on Twitter: www.twitter.com/KatiaAbreu ...
Missing: +monsanto
Katia Abreu | Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com
veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/katia-abreu/Translate this page
Veja
2 days ago - Kátia Abreu vai para a Agricultura; Armando Monteiro, para o ..... a exemplo do que já fizeram com instalações da Monsanto e da Cutrale.
Brazil's 'chainsaw queen' takes on environmentalists - The ...
www.theguardian.com › Environment › Amazon rainforest
The Guardian
May 5, 2014 - Ambitious politician Kátia Abreu leads agricultural lobby in loosening controls on Amazon deforestation.
Monsanto Modified-Seed Royalty Agreement Opposed by ...
www.bloomberg.com/.../monsanto-modified-seed-royalt...
Bloomberg L.P.
Feb 20, 2013 - Brazilian farmer groups are opposing a contract that Monsanto Co., ... the individual contracts offered by Monsanto,” Katia Abreu, the head of ...
Levy, Barbosa e Katia. Quem ganhou foi a Dilma | Conversa ...
www.conversaafiada.com.br/…/levy-barbosa-e-katia-q...Transl… this page
21 hours ago - Kátia Abreu, realmente foi a Dilma que ganhou e o povo que votou nela ficou de fora. ... quem vai governar é a monsanto e as suas parceiras
G1 - Colunista do G1 revela convite à Kátia Abreu para ser ...
g1.globo.com/…/colunista-do-g1-revela-convite-ka...Translate this page
G1
2 days ago - A senadora tocantinense Kátia Abreu (PMDB) foi convidada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para exercer o cargo de ministra da ...
Missing: +monsanto
MST invade fazenda contra possível nomeação de Kátia ...
oglobo.globo.com/.../mst-invade-fazenda-con...Translate this page
O Globo
15 hours ago - MST invade fazenda contra possível nomeação de Kátia Abreu para a Agricultura. Movimento sem-terra chamou o ato de 'recado' para a ...
Missing: +monsanto
Kátia Abreu - Colunistas - Folha de S.Paulo
www1.folha.uol.com.br/.../katiaabre...Translate this page
Folha de S. Paulo
Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa. Um jornal a serviço do Brasil.

 


  • 0

#2 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 10:36 AM

MONSANTO:  63572 page-views, posted at China Daily Forum:

 

http://bbs.chinadail...hlight=monsanto

 

 

MONSANTO: Topics in English:

 

http://bbs.chinadail...yes&kw=MONSANTO


Edited by macaense, 23 November 2014 - 06:15 PM.

  • 0

#3 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 10:42 AM

Por que não celebrar a reeleição de Kátia Abreu na CNA
CartaCapital-Oct 17, 2014
Como esperado, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi reeleita, em 15 de outubro, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do ...

  • 0

#4 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 06:09 PM

MONSANTO  in  BRAZIL  -  Text by Luís Peazê

 

 

Bush ameaça Brasil
com armas químicas

por Luís Peazê

Da mesma forma que as armas químicas letais agem de modo inicialmente imperceptível e nem sempre estourando como bombas convencionais, falso motivo para a recente invasão ao Iraque, o presidente Bush e seus asseclas estão agindo dentro e fora dos Estados Unidos como senhores do mundo e por interesse próprio.

A ASA – American Soybeam Association (Associação Americana de Soja) faz graves acusações em seu site  contra agricultores brasileiros. A ASA afirma que pelo menos 70% da produção semeada no Rio Grande do Sul em 2002 é de soja transgênica, e que 30% da produção de soja do país é ilegal, fruto da pirataria de suas sementes transgênicas da marca Roudup Ready e que agricultores estão contrabandeando sementes através da fronteira com a Argentina para o território brasileiro. Esta marca de sementes é de propriedade da Monsanto, poderosa empresa americana que está interessada apenas no recebimento de royalties pelo uso de suas sementes, indiferente se no Brasil se quer alimento geneticamente modificado (nossa lei proíbe o plantio de transgênico), ofensivos ao ser humano e meio ambiente como um todo. Seguem os fatos alarmantes desta verdaderia guerra de armas químicas patrocinada por um seleto grupo do alto escalão da administração Bush, incluindo o próprio tirano, à frente dos futuros acordos da ALCA:

A Monsanto contribuiu com o caixa da campanha do senador John Ashcroft e do Secretário de Serviços Sociais e Saúde Tommy Thompson. O Secretário de Defesa Donald Rumsfeld e a Secretária da Agricultura Ann Veneman foram executivos de empresas de propriedade da Monsanto, que controla 80% do mercado global de sementes transgênicas RoundupReady, assim como da herbicida Roundup, compatível com lavouras originadas de transgênicos da mesma marca, mas devastadora para as demais. Isto é, a Monsanto fabrica a droga para matar as pragas e as sementes apropriadas para sobreviverem à droga. Ela ainda comercializa a semente Terminator, que germina produtos com sementes estéreis obrigando o plantador a comprar novo lote de sementes para a safra seguinte, ou, para aquelas que ainda não têm a característica Terminator, os agricultores devem pagar royalties à Monsanto cada vez que jogam uma semente na terra.

A escolhida de Bush para a admnistração da Agência de Proteção Ambiental, Linda Fisher, foi chefe lobista e fomentadora de fundos para políticos junto à Monsanto. Inúmeros executivos trocaram de cadeira da Monsanto para a Adminsitração de Drogas e Alimentos (FDA – Food and Drug Administration) que funciona mais como um braço forte da indústria biotécnica do que uma agência regulatória. Como se a Nestlè no Brasil gerisse a agricultura, agropecuária e indústria de remédios, e comandasse a Agência Nacional de Águas, o que na verdade falta pouco se a sociedade civil não agir junto ao Ministério Público imediatamente e em bloco.

Uma safra biotécnica originada de sementes da Monsanto é geneticamente calculada para tolerar a herbicida Roundup, uma estratégia de mix de produto da empresa para vender mais do super-tóxico Roundup. A sua propaganda promete aos agricultures que sua herbicida pode ser aspergida sobre a plantação de sementes RoundUp Ready exterminando as pragas mas deixando intacta a produção. Segundo artigo de Martin A Lee, Prêmio 1994 Pope Foundation Award para jornalismo investigativo, o Dr. Charles Benbrook do Centro de Política Ambiental e Ciência, em Sandpoint, Idaho, USA, os agricultores têm sentido necessidade de aumentar gradualmente as doses de herbicidas Roundup em suas fazendas. Uma estratégia de aumento de consumo conhecida do marketing predador, como presenciei pessoalmente há alguns anos na indústria de cigarros que fabricava papéis para cigarros incluindo drogas na composição já altamente tóxicas daqueles papéis, e furinhos minúsculos filtrantes, para que os cigarros queimassem mais rápidos quando fumados ao ar livre, hábito que tornou-se comum pela tendência a se proibir o fumo em ambientes fechados. Da mesma forma que gastou dinheiro financiando campanhas em décadas passadas para que as mulheres se liberassem e começassem a fumar, em público, isto é, não era a liberação feminina e os direitos humanos o almejado.

Há uma década quase não havia transgênicos nos Estados Unidos. Hoje mais de 70% dos alimentos são transgênicos e não se tem tempo de experimentação nem provas suficientes de que não há riscos graves ao meio ambiente, a inserção de novos organismos (plantas, micro organismos, animais, seres vivos) que não foram criados espontaneamente pela natureza.

No Brasil é proibida a agricultura de transgênicos e o decreto Federal número 3.871/01 de 18-07-2001, disciplina a rotulagem de alimentos importados que contenham ou sejam produzidos com organismo geneticamente modificados. Quanto à qualidade de vida, que é o que nos interessa, a alteração genética é feita para tornar plantas e animais mais resistentes e, com isso, aumentar a produtividade de plantações e criações. A utilização das técnicas transgênicas permite a alteração da bioquímica e do próprio balanço hormonal do organismo transgênico, possibilitando a produção de animais, por exemplo, maiores e mais resistentes à doenças graças a essas técnicas. Sem contudo sabermos os efeitos ambientais.

Nos EUA, os produtores têm que assinar contrato se comprometendo a pagar royalties pelas sementes transgênicas. E ainda, se comprometem a não guardar sementes transgênicas produzidas em uma safra para o plantio na safra seguinte, e a não comercializar estas sementes.

É sabido que o objetivo de lucro e os métodos de gerenciar negócios dos americanos é tão entranhado na sua cultura que a sua própria vida é administrada segundo o princípio prático do gerenciamento, e eles foram aceitando ao longo da história toda a sorte de progresso e transformação, inclusive religiosos, sob a proteção do antigo bordão de marketing cuja definição original é: "ações para satisfazer necessidades"; distorcido para a "geração de necessidade e criação de demanda, fertilizando o terreno para o comércio, consumo, e por fim o lucro em escala, o status e o poder de fogo".

O interesse de empresas como a Coca-Cola, por exemplo, e a Nestlè, que como a NASA e as grandes petrolíferas são as poucas entidades que possuem mapas geológicos globais e monitoram os recursos naturais do mundo a partir de satélites, é privatizar os recursos hídricos mundiais, notadamente residentes no hemisfério sul, onde 13% da reserva mundial está nos lençóis freáticos e rios brasileiros, um reflexo claro daquela cultura devastadora e alimentadora das guerras, onde vence o mais forte. Outro pomo nevrálgico, e tão ou mais invisível do que os transgênicos, é a irradiação de alimentos para conservação e viabilização de comércio transfronteiriços, alongando o tempo de vida de produtos perecíveis. É sabido que quando se aumenta a vida dos alimentos se diminui a vida dos animais que deles se nutrem. Seja o método de irradiação pelo bombardeio de elétrons ou por radioisótopos, acontece o empobrecimento de nutrientes nos alimentos entre outros efeitos nocivos à vida animal, racional e irracional. No Brasil não há legislação clara quanto à irradiação de alimentos, mas a empresa americana Surebeam, acaba de socorrer a TechIon, empresa moribunda do empresário José Francisco Buffara de Medeiros, com15 milhões de dólares e passará a irradiar frutas ao lado da Ceasa, no Rio de Janeiro, tudo feito na surdina porque este é um mercado de bilhões de dólares anuais, e, quem ancora primeiro no mercado, vencerá todas as guerras futuras. Para se ter uma idéia da amoralidade que permeia este negócio, numa entrevista por telefone, Buffara entendeu que eu não era especialista no assunto e disse que havia uma certa empresa chamada Surebeam no mercado, mas não sabia se ela estava operando.

Este é o jogo e estilo do Presidente Bush, esperto em negócios de vulto, de petróleo, de reconstrução de países dizimados por bombardeios premeditados, indiferente ao que acontece aos demais seres vivos, incluindo os próprios americanos, tratados por ele como saudáveis animais estabulados prontos para o abate. 

Copyrigh©2003  Luís Peazê é escritor e jornalista www.luispeaze.com agua@luispeaze.com


  • 0

#5 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 06:19 PM

Which "orange" is more evil?  Agent Orange has already killed and wounded hundreds of thousands in the years 1960s and 1970s. This product in now being used in the Amazon forest. Futher links on this issue will be posted in this thread regularly.

http://engforum.prav...s/#entry2458888


re-posted by Armando Rozário ¹²³ macanese - Cabo Frio, Brazil     -     February 07, 2012


P.S. AGENT ORANGE is also produced by Dow Chemicals.

http://engforum.prav...he-early-1960s/


  • 0

#6 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 06:36 PM

About 11,500 results (0.28 seconds) 
Search Results
  1. Colunista do G1 revela convite à Kátia Abreu para ser ministra da ...
    Globo.com-Nov 21, 2014
    A senadora tocantinense Kátia Abreu (PMDB) foi convidada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para exercer o cargo de ministra da ...
    Kátia Abreu será a nova ministra da Agricultura
    Suinocultura Industrial-Nov 21, 2014
  2. Kátia Abreu é cotada para assumir Ministério da Agricultura
    R7-Nov 21, 2014
    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da CNA ... na manhã de hoje, a presidente se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, ...
  3. Kátia Abreu será nova ministra da Agricultura
    TNonline-Nov 21, 2014
    Atualmente senadora, Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, será a ministra da área no próximo ...
  4. Kátia Abreu é cotada para ser ministra da Dilma
    O Eco-Oct 29, 2014
    dilma-katia A senadora Kátia Abreu e a presidente Dilma durante encontro de cúpula Brasil-União Européia, que aconteceu em Bruxelas,em ...
  5. Katia Abreu lidera aposta pela pasta da Agricultura
    Brasil 247-Nov 10, 2014
    247 – A senadora Katia Abreu é vista como a aposta mais provável do PMDB para se ... Vou repetir: Kátia Abreu como ministra da agricultura!
  6. Senadora Kátia Abreu prestigia posse de Ministra na Corregedoria ...
    Conexão Tocantins-Aug 27, 2014
    A senadora Kátia Abreu participou na noite de ontem da posse da ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, como corregedora ...
  7. MST invade fazenda contra possível nomeação de Kátia Abreu para ...
    Conexão Tocantins-17 hours ago
    O site do jornal O Globo acrescentou que a possibilidade da senadora Kátia Abreu se tornar ministra da Agricultura não foi bem recebida nem ...
  8. Kátia Abreu: "Marina fez da questão ambiental uma religião"
    Revista Época-Aug 22, 2014
    Kátia Abreu: "Marina fez da questão ambiental uma religião" ... Segundo Kátia, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, indicada como ...
  9. Caiado pode ser ministro de Aécio Neves. Kátia Abreu pode ser ...
    Jornal Opção-Jun 7, 2014
    Agora, se a eleita for a presidente Dilma Rousseff, a goiana Kátia Abreu, senadora pelo Tocantins e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) ...
  10. Em protesto contra Kátia Abreu, MST ocupa fazenda
    Brasil 247-22 hours ago
    Essa é a primeira manifestação depois que foi divulgado que a ruralista Katia Abreu será a nova ministra da Agricultura no governo Dilma.

  • 0

#7 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 23 November 2014 - 07:17 PM

Paulo Fonteles Filho: Dilma e um tiro no pé chamado Kátia Abreu

publicado em 22 de novembro de 2014 às 11:07

Dilma-e-K%C3%A1tia-Abreu.jpg

sábado, 22 de novembro de 2014

Kátia Abreu, a UDR e o tiro no pé de Dilma

por Paulo Fonteles Filho, em seu blog 

Em uma entrevista ao jornal paraense O Liberal no dia 15 de março de 2009, a senadora e então dirigente máxima da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, expôs as estratégias fundamentais do latifúndio brasileiro para fazer a luta de ideias na sociedade. No fundamental, procurou apresentar a sua classe, historicamente arcaica e violenta, de forma mais palatável para aquilo que chamamos de opinião pública.

Naqueles dias, o governo da petista Ana Júlia (2007/2011) buscava enfrentar a grilagem de terras, o trabalho escravo e os crimes de encomenda, questões centrais do turbulento mapa agrário da Amazônia.

Tais medidas fizeram recuar, e muito, os assassinatos de lideranças sindicais e populares. Os índices só voltaram a ‘normalidade’ estatística com o governo tucano de Simão Jatene, mandatário máximo do Pará até os nossos dias.

O centro do discurso da senadora propunha a criação da Rede Social Rural e para isso buscava se apoiar na malsã experiência histórica da União Democrática Ruralista (UDR) e de antigos quadros políticos da grande propriedade rural do Sul do Pará.

O sentido e conteúdo da iniciativa dos ruralistas anunciavam uma nova etapa na contenda pela posse da terra no Pará e no Brasil, tal o nível maior de politização alcançado pela representação máxima do patronato rural tupiniquim.

As bases do discurso e da prática dos oligarcas do campo – da qual Kátia Abreu é um dos principais expoentes – procuram fazer a integração subalterna da agricultura brasileira aos mercados internacionais, com o risco de nossa soberania alimentar e fundamentaram-se, historicamente, com a premissa ideológica de ódio aos movimentos sociais, procurando com o apoio da mídia hegemônica, criminalizá-los.

Para eles, os herdeiros das Sesmarias, o problema é o povo e, concomitantemente, quem organiza a resistência popular e a civilizatória luta pela democratização da terra no Brasil, base indiscutível para nosso desenvolvimento duradouro.

O convite de Dilma para que Kátia Abreu assuma o Ministério da Agricultura cria uma tensão desnecessária com sua base social que, nas ruas e nas redes fizeram a diferença e asseguraram vitória na maior batalha política travada no país desde 1989.

Em 2009, procurando esmiuçar a tática do Agronegócio e estabelecer as necessárias conexões com a ocupação econômica da Amazônia é que escrevi o artigo abaixo:

As mãos que trabalham ou as botas que escravizam?

Por Paulo Fonteles Filho

Em uma extensa entrevista a um dos mais lidos jornais do Pará, no último domingo, 15 de março, a demo-senadora e dirigente máxima da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, expôs com robustez as estratégias fundamentais do latifúndio brasileiro para fazer a luta de ideias na sociedade e, no fundamental, apresentar a sua classe, historicamente arcaica e violenta, de forma mais palatável para aquilo que chamamos de opinião pública.

No corolário de suas vociferações contumazes contra o movimento social camponês, leia-se MST, e contra a governadora Ana Júlia, a demo-senadora propõe a criação da Rede Social Rural, uma espécie de gabinete social sob a consigna de “Mãos que trabalham” e que funcionará em Redenção, sul do Pará.

O município escolhido pelos arautos da grande propriedade rural albergou, em 17 de maio de 1986, o surgimento em terras paraenses da famigerada União Democrática Ruralista – UDR e entre os convidados, o mais ilustre era o presidente da UDR de Goiás, Ronaldo Caiado, além dos prefeitos Arceline Veronese, do próprio município anfitrião e Orlando Mendonça, de Conceição do Araguaia, que foram denunciados pelo então Deputado Estadual Paulo Fonteles na tribuna da Assembleia Legislativa paraense como ávidos participantes de reuniões onde se confeccionavam as macabras listas de marcados para morrer, onde o próprio parlamentar e advogado de trabalhadores rurais teve sua vida ceifada um pouco mais de um ano depois, em junho de 1987.

O curioso é que a derradeira reunião que decretou o fim da UDR no sul do Pará aconteceu em inicios de março de 1991 e o patrimônio ativo e passivo daquela macabra organização fora transferida, como doação, para o Sindicato Rural de Redenção que sediará a propalada “agenda social” dos violentos liderados pela demo-senadora tocantinense.

As ações políticas do latifúndio, trombeteadas por suas lideranças nacionais, revelam uma posição de força, ofensiva, e de imediato precisam ser diagnosticadas e combatidas.

O sentido e conteúdo da iniciativa dos ruralistas podem anunciar uma nova etapa na contenda pela posse da terra no Pará e no Brasil, tal o nível maior de politização que engendra a representação máxima do patronato rural tupiniquim.

A atual ofensiva política e ideológica do latifúndio emana do eixo mais dinâmico e atuante do agrobusiness brasileiro, cujo modelo encontra-se em franca expansão, altamente capitalizado, e se dirige resoluto em direção à Amazônia, território decisivo para se custodiar qualquer projeto de nação.

O fato é que o agronegócio que é a nova indumentária para a mais atrasada estrutura da sociedade brasileira procura, analisando as experiências organizativas passadas, imprimir fôlego contra a histórica bandeira pela democratização das terras do Brasil.

E todos nós sabemos que a agenda pública fundiária não está sob a hegemonia da ótica dos trabalhadores, muito ao contrário, e para isso é só observar a tímida reforma agrária do governo Lula.

Mas, contraditoriamente, o atual mandatário dos destinos nacionais estabelece uma relação democrática com os agentes mais importantes da luta pela posse da terra no país e este aspecto incomoda, e muito, os setores mais recalcitrantes e xiitas do patronato rural brasileiro.

Analisando experiências passadas, a inteligência da moderna nomenclatura do latifúndio, me parece, vai buscando inspiração em uma das suas mais torpes criaturas que é a própria UDR.

A questão aqui não é de mera coincidência geográfica, mas de certo saudosismo por parte do latifúndio no sentido de reeditar a sua mais infame experiência de violações aos direitos humanos a partir da segunda metade do século XX.

E é claro que neste caso a história, em tendência, se repetirá como tragédia e sua maior vocação é intentar contra o próprio Estado Democrático de Direito no sentido de que um banho de sangue pode estar por vir, prática contumaz do latifúndio, antecedida por ameaças e verborragias como faz a demo-senadora Abreu da CNA contra os movimentos sociais e experiências de governos democráticos, como é o caso do Pará.

A questão tem centralidade porque se trata de memória revisitada, aos terríveis e dolorosos exemplos engendrados pela UDR na metade da década de oitenta do século passado.

A emergência daquela agremiação fascista estava ligada a duas questões novas para a sociedade brasileira de então, a Redemocratização, conquista histórica do povo brasileiro, depois de vinte e um anos de ditadura militar e o projeto de Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) que o novo momento procurava engendrar.

É preciso que se diga que tal plano fora elaborado no início da Nova República, contando com a elaboração de conhecidas personalidades pró-Reforma Agrária e seu anúncio ocorreu no IV Congresso de Trabalhadores Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), em 1985.

O modelo preconizado durante o período dos generais buscou colonizar as fronteiras em favor do grande capital, nacional e estrangeiro, permitindo a expansão do latifúndio improdutivo em escalas galopantes através de vultosos projetos agropecuários e de “modernização” da agricultura brasileira a partir de milhardárias somas em créditos e subsídios estatais que imprimiam novas tecnologias para privilegiar o mercado externo, o que correspondeu a submissão de nossa política agrícola aos interesses estrangeiros.

Para se aplicar tal modelo houve uma intensa militarização da questão da fundiária no país e os custos sociais de tal política foram absolutamente desastrosos por conta da elevada exclusão social e, concomitantemente, dos conflitos gerados na luta pela posse da terra.

A UDR, portanto, surgiu como um instrumento daquilo que é arcaico e velho na luta contra o novo e mudancista.

Apareceu no cenário político brasileiro como uma radicalização e, sobretudo, como expressão maior da politização do latifúndio em face da elevação do nível da luta pela terra alcançada no país.

É claro que o surgimento daquela organização de sombria lembrança fez aparecer certas disputas e desequilíbrios com o tradicional patronato rural brasileiro por conta do papel de liderança de classe, logo, porém, foram dissipadas no curso das ações políticas das oligarquias rurais fruto de um maior nível de unidade dos endinheirados do campo.

O fato é que a UDR fez intensa propaganda através dos muitos leilões realizados que, para além da arrecadação de recursos que seguramente financiaram a liquidação de muitos lutadores do povo, serviam para atrair simpatizantes, sócios novos, além de infundir laços e convivência social, ou seja, valores de retesado apego à propriedade e ao poder econômico.

A grande arma daquela organização, porém, fora a militância de seus quadros e dirigentes, dotados por rigorosa disciplina capazes de intervir no curso dos acontecimentos do Brasil de então.

Do ponto de vista numérico, teria passado segundo o estudo da professora Sonia Regina de Mendonça, especialista no assunto e autora de “A classe dominante agrária: natureza e comportamento- 1964/1990” e publicado pela Expressão Popular, de 3 a 5 mil associados em junho de 1986 para cerca de 130 a 230 mil em novembro de 1987.

O lamentável disso tudo é que uma enorme parcela era formada por pequenos e médios proprietários conquistados pela UDR através da propaganda ideológica que reproduzia medo porque satanizava a Reforma Agrária, além, é claro da inabilidade de certos setores sectários que ocupavam ínfimas ou medianas propriedades rurais.

O fato é que o latifúndio tem grande capacidade e experiência política e organizativa e a ofensiva atual que faz prosperar têm como referência o modus-operandi já experimentados e amplamente conhecidos.

Afinal, tal acúmulo não data desde 1850 quando se constituiu o moderno mapa agrário brasileiro cuja expressão representou à vitória dos coronéis contrários as posições renovadoras de José Bonifácio, o Patriarca da Independência, que em 1823 já apresentava para a agenda política brasileira, quando dos debates de nossa primeira Constituição, a necessidade de mudanças estruturais como a democratização das terras e a abolição da escravatura?

O projeto de nação defendido pelo mais culto e conhecido dos Andradas o levaram à prisão e ao infortúnio do exílio no continente europeu.

As bases do atual discurso dos oligarcas do campo fundamentam-se a partir de odiosas manifestações contra os movimentos sociais, procurando com o apoio da grande mídia, criminalizá-los. Aqui o problema é o povo e, concomitantemente, quem organiza a resistência popular.

Procuram, portanto, impedir o novo, açodar o que é pujante e brota da consciência social avançada e têm em sua conduta mais lancinante e temerária a manutenção de uma estrutura que mais nos liga a um passado colonial que haveremos de superar pela própria necessidade histórica do desenvolvimento da civilização brasileira.

Afinal, o que está incluso nas provocações da demo-senadora Abreu, senão a contumaz e visceral violência do latifúndio com seus escravocratas e assassinos?

E as violações aos direitos humanos perpetrados pelos donos do poder no campo brasileiro já superaram, em muito, questões pontuais ou táticas, aparecem no limiar do século XXI como estratégia para manutenção e perpetuação do poder dos coronéis, velha lobos felpudos travestidos de cordeiros legalistas.

O que podemos esperar da “agenda social” dos grandes proprietários senão a agudização dos conflitos no campo?


  • 0

#8 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 24 November 2014 - 01:50 AM

DILMA + KÁTIA  -  http://www.noticiasa...ml#.VHKM8cn1ZbE

 

 

http://www.cimi.org....858&action=read


Edited by macaense, 24 November 2014 - 01:59 AM.

  • 0

#9 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 24 November 2014 - 10:08 AM

MONSANTO: http://www.pco.org.b...pas/ezbi,s.html


  • 0

#10 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 24 November 2014 - 11:59 PM

Kátia Abreu defende ampliação do comércio do agronegócio brasileiro com a Alemanha

K%C3%A1tia-Abreu-335x251.jpg

"Os produtores brasileiros estão preparados para exportar para a Alemanha", diz a senadora em reunião com ministros alemães.

Ampliação do comércio de produtos agrícolas do Brasil com a Alemanha, essa foi a proposta defendida pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, em reunião na Alamanha, sexta-feira (24/02).

Em sua fala a senadora defendeu que os produtores brasileiros têm condições de oferecer alimentos de qualidade e sustentáveis para esse e outros mercados. “Sabemos das exigências do mercado europeu, mas para o setor agropecuário brasileiro é muito importante fornecer produtos agropecuários para este mercado”, afirmou.

A presidente da CNA reuniu-se, separadamente, com o diretor do Sistema Câmara Alemã de Indústria e Comércio-Setor Agroindustrial, Oliver Parche, e com a ministra da Agricultura, Ilse Aigner.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Presidente do CNA, o diretor afirmou que a Alemanha tem interesse em ampliar as importações de produtos agrícolas fornecidos pelo Brasil e lembrou, também, da importância de estimular a cooperação entre esses dois países.

Para a presidente da CNA, a ampliação do comércio depende de uma plataforma de confiança que será construída a partir da reformulação do sistema de defesa agropecuária, modelo que a CNA está elaborando em parceria com o governo brasileiro.

Uma das ferramentas desse novo sistema é a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), que reunirá vários dados sobre as propriedades rurais e os produtos agropecuários, garantindo o cumprimento de regras definidas pelo Brasil com outros países por meio de protocolos.

A construção dessa plataforma está sendo feita com recursos privados e o banco de dados será gerenciado pela CNA, conforme delegação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Num primeiro momento, só a carne exportada será rastreada. Depois será a vez da carne consumida no mercado interno. Na etapa posterior, todos os vegetais serão rastreados”, explicou.

Em termos ambientais, a segurança, segundo a senadora Kátia Abreu, será alcançada por meio do novo Código Florestal, cuja votação pode ser concluída em março na Câmara dos Deputados.  A nova lei ambiental vai garantir segurança jurídica para os produtores, dando condições para que eles cumpram a lei. “É a primeira vez que o Congresso tem a oportunidade de votar uma lei ambiental”, afirmou.

A presidente da CNA citou, ainda, o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), John Deere e Monsanto. O objetivo do projeto é criar vitrines tecnológicas nos diferentes biomas brasileiros.

Na reunião com a ministra da Agricultura, a presidente da CNA afirmou que o maior desafio da agropecuária brasileira é aumentar sua produtividade, melhorando a inovação tecnológica, com a redução da aplicação de defensivos. Lembrou que o Brasil é um dos únicos países do mundo a manter uma rede de capacitação de produtores e trabalhadores rurais, ações que são desenvolvidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O SENAR capacita um milhão de produtores rurais e trabalhadores do campo a cada ano.


  • 0

#11 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 25 November 2014 - 12:01 AM

Kátia Abreu e Monsanto !  -  A presidente da CNA citou, ainda, o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), John Deere e Monsanto. O objetivo do projeto é criar vitrines tecnológicas nos diferentes biomas brasileiros.

 

http://engforum.prav...ed-by-macaense/

 

 

CNA  +  Monsanto !  -  http://cenariotocant...átia-Abreu.jpg


Edited by macaense, 25 November 2014 - 12:44 AM.

  • 0

#12 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 25 November 2014 - 01:07 AM

Data: 25/01/2013   Notícias

ACORDO ENTRE CNA E MONSANTO

ACORDO ENTRE CNA E MONSANTO LIBERA PRODUTORES DE PAGAR PELA UTILIZAÇÃO DE SEMENTES DA SOJA RR NAS SAFRAS 2012/2013

 

Produtores deverão aderir individualmente ao acordo para terem seus débitos quitados

Brasília (23/01) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e as Federações da Agricultura dos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, que respondem por 70% da produção de soja do Brasil, firmaram um acordo com a empresa Monsanto do Brasil, para a suspensão “permanente e irrevogavelmente”, nas safras 2012 e 2013, da cobrança pela utilização da primeira geração da Soja RR1, tecnologia que torna as sementes resistentes aos herbicidas à base de glifosato. Com base no entendimento acordado entre a CNA e a Monsanto, todos os produtores que aderirem individualmente ao acordo terão quitados seus débitos referentes ao uso desta tecnologia.

Segundo a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, “o acordo firmado após ampla discussão é justo e atende às necessidades dos produtores de soja”. Conforme o “Comunicado Público”, assinado nesta quarta-feira (22/1) entre a CNA e a Monsanto, as entidades que participam desse entendimento concordam em trabalhar em conjunto “para viabilizar a aprovação de tecnologias que possam ser aplicadas no Brasil e que resultem na expansão das exportações brasileiras para mercados internacionais”. Também faz parte deste compromisso “observar e promover o desenvolvimento de tecnologias agrícolas voltadas à gestão responsável da produção agropecuária”.

“Com esse acordo, as entidades e a Monsanto intensificam sua contribuição para o desenvolvimento tecnológico e para a produção agrícola nacional”, afirma a presidente da CNA. Na sua avaliação, esse entendimento “fortalece o caminho para a introdução de novas tecnologias para a soja”. Outro aspecto mencionado no acordo é o reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual sobre tecnologias aplicáveis na agricultura e a remuneração devida aos detentores dessas tecnologias. Prevê, ainda, a introdução de melhorias, em comum acordo, no sistema de cobrança pelo uso da tecnologia não paga antecipadamente.  

 

A íntegra do documento assinado pela CNA e Monsanto do Brasil está disponível no site da CNA – www.canaldoprodutor.com.br.  

 

Assessoria de Comunicação CNA

Telefone: (61) 2109 1411/1419

www.canaldoprodutor.com.br


  • 0

#13 macaense

macaense

    Advanced Member

  • Members
  • PipPipPip
  • 7539 posts

Posted 25 November 2014 - 01:09 AM

“Com esse acordo, as entidades e a Monsanto intensificam sua contribuição para o desenvolvimento tecnológico e para a produção agrícola nacional”, afirma a presidente da CNA. Na sua avaliação, esse entendimento “fortalece o caminho para a introdução de novas tecnologias para a soja”


  • 0




0 user(s) are reading this topic

0 members, 0 guests, 0 anonymous users

Copyright © 2020 Pravda.Ru