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CRÔNICAS MACAENSES - 1 de Novembro de 2015 <posted by macaense>


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#1 macaense

macaense

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Posted 01 November 2015 - 01:17 PM

Crônicas Macaenses

 

 

http://cronicasmacae...rmando-rozario/


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#2 macaense

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Posted 01 November 2015 - 01:20 PM

Primeiro livro impresso em Macau foi em 1588

macau-primeiro-livro-impresso-em-macau.j

 O primeiro livro impresso em Macau, assim chamada de “Portu Macaensi”, em latim, ocorreu em 1588 conforme comprovado na imagem acima, fato que foi comemorado por Armando Rozário (macaense de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro)), vindo a confirmar a sua informação na postagem neste blog em 20/07/2011 com o título “Macaense ou Macaensi, eis a questão“.

Quer parecer que, a rigor, a denominação “Macaense”, tido como natural de Macau (China), já data de 1588. Seria originário do Macaensi do latim.

A informação e a imagem do livro constam do site da Biblioteca de Macau neste link:

http://www.library.g...58/PP258018.HTM

A seguir o texto que consta do link acima:

Nota da Redacção

De propósito, e com intenções estéticas e documentais, resolvemos enriquecer a composição de cheio dos dois textos anteriores com capitulares, ornatos, tarjas e vinhetas usadas nas primeiras imprimissões(1)  efectuadas em Portugal.

As capitulares são de alfabetos ornamentais, utilizadas pelo maior impressor dos primórdios da Imprensa em Portugal, Valentim Fernandes. A inicial A aparece nos títulos xilogravados da Vita Christi, e pertence a um alfabeto maior de estilo caligráfico, usado nas portadas de alguns livros com a marca de V. Fernandes. A inicial E, é do título xilogravado das Epístole et Orationes (V.F., Lisboa, 1500), de Cataldo Sículo.

As capitulares O, P, N, T, são do alfabeto fitomórfico de origem alemã, utilizadas por V. Fernandes em várias impressões durante o Século XV: o N na Gramatica Pastrane e na Vita Christi; o O e o P, na Gramatica Pastrane; o Tno Missale Bracharense.

Trata-se de um alfabeto calcográfico (chapas metálicas gravadas em oco) executado na Alemanha por Israel von MecKnem, e que foi usado pelo impressor Peter Wagner, de Nuremberga. Utilizado em Burgos em 1491, pode ter chegado depois a Portugal ou, mais provavelmente, sido trazido directamente da Alemanha por Valentim Fernandes, aquando da sua passagem por Nuremberga.

Todos estes elementos ilustrativos, e bem assim algumas das gravuras alusivas à arte tipográfica e elementos das legendas, foram por nós colhidos em “Origens da Imprensa em Portugal” de Artur Anselmo, obra fundamental e a mais completa sobre a história do livro impresso em Portugal, e que constituiu a tese de Doutoramento do Autor (Paris, 1980; Ed. Imprensa Nacional).

(1) Se o termo “imprimissões” não lhe for familiar, leia a respeito da “arte de imprimissão” neste link do Jornal da Cultura da SAPO (Portugal): http://m.jornalcultu...-reino-do-congo


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#3 macaense

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Posted 01 November 2015 - 01:24 PM

Macaense ou Macaensi, eis a questão!!!

Armando Rozário (Cabo Frio/Rio de Janeiro/Brasil – ver postagens anteriores) comenta na sua coluna (em 2007) num website macaense (só que é o macaense de Macaé, município no Estado do Rio de Janeiro/Brasil), sobre desde quando e de onde vem o nome dado a nós de “macaense ou macaensi”:

“Esta é a minha 2ª contribuição que é postada sob o título “Macaensi”.  Prometi explicar o porque de eu ter utilizado “macaensi” e não “macaense”.  Os Jesuítas começaram a imprimir livros na antiga colónia portuguesa de Macau nos anos de 1580, cerca de 450 anos passados. Qual a origem do nome Macau? De acordo com alguns escritores, foi com base na deusa chinesa “A Ma”.  Os portugueses utilizaram o prefixo “Ma”, acrescentaram “ca” (do português – cá=aqui) e terminaram com “ensi” do latim – relativo a – e assim se formou “Macaensi”.  Meus pais são descendentes do “Macaense” ou como dizemos hoje “Macaenses” (de Macau)” .  Sou também um “Macaense” homenageado de Macaé com a concessão de um diploma vários anos atrás (ver a postagem sobre ele).

Como referência a esta palavra do Latim, vocês podem ver no “Christiani Puerri Institutio” um livro que foi publicado em Macau em 1588.  Aqui está o endereço eletrónico que pode ser lhe interessante.  O último parágrafo do 2º endereço é escrito em português –

www.humanismolatino.online.pt/v1/pdf/C003-001.pdf

http://redalyc.uaeme...1/36100201.pdf

laures-rare-book.jpg?w=714(clicar para aumentar)


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#4 macaense

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Posted 01 November 2015 - 01:28 PM

Armando Rozário, conheça-o

(antes de ler esta postagem, veja a anterior, “Armando Rozário, quem é ele?”)

Complementando a postagem anterior conforme recomendação acima, trago-lhes um perfil de Ruy Castro que fala sobre o Armando Rozário:

Um perfil de Ruy Castro:

ARMANDO ROZÁRIO: O FOTÓGRAFO QUE COBRIU A TOMADA DO PODER NA CHINA POR MAO TSÉ- TUNG

O fotojornalista Armando Rozário, nosso colunista, esteve no Rio de Janeiro participando, na Toca do Vinícius, do ato de gravação da placa de cimento número 50, pelas mãos do jornalista e escritor Ruy Castro, seu amigo dos velhos tempo de papo em Ipanema com a famosa e irreverente turma do Pasquim. Ruy, ao lado de 49 personalidades do mundo artístico e literário, faz parte agora do Acervo de Mãos Calçada da Fama de Ipanema, que completou 37 anos.

Em seu livro “Ela é Carioca”, Ruy Castro conta a fascinante história do chinês que veio para o Brasil e se tornou um dos mais importantes fotógrafos e o primeiro a entrar com um processo e ganhar a causa na Justiça contra um veículo de imprensa (revista Manchete) por ter usado uma foto sua atribuída a outro, criando jurisprudência para outros casos.

A foto, de 1968, era de dona Júlia, mãe do ex-presidente Juscelino. Diz Castro: -“Ao chegar ao Rio, em 1955, e ir trabalhar na Manchete, Armando Rozário chamou a atenção por três motivos: 1) ser chinês, apesar do nome; 2) falar pouco, só o essencial, e quase num sussurro; 3) ser o maior prodígio da fotografia que aparecera por aqui.

 Tinha 24 anos, mas já era um veterano. Quando adolescente, fotografara a tomada do poder na China por Mão Tsé-tung para uma agência americana da qual era correspondente e trazia toda a técnica que aprendera com os mestres orientais e europeus da fotografia. Foi um dos primeiros a usar câmeras 35 milímetros no Brasil, a saber explorar a cor e a fotografia sem flash, com luz ambiente, apesar da pouca sensibilidade dos filtros da época. Era craque também em laboratório: entendia de filme e revelação, coisa então rara entre nós. E era tão econômico para fotografar quanto para falar: ao sair à rua a trabalho, não ficava clicando à toa. Fazia poucas fotos – todas surpreendentes e perfeitas. Os olhos amendoados, que pareciam não combinar com o nome, se explicavam.

Ele nascera em Hong Kong, seu pai era português de Macau, sua mãe, francesa e sua primeira línguas fora inglês. Quando o Japão ocupou Hong Kong na Segunda Guerra, eles fugiram para Macaé, onde Rozário aprendeu inglês com os jesuítas. Numa família inteira de economistas, só ele se interessou por câmeras e lentes. Formou-se em fotografia em Cambridge, Inglaterra.

 Em 1956, pela Manchete, Rozário e o repórter Carlinhos Oliveira acompanharam o dr. Noel Nutels ao Xingu. Começou ali sua longa ligação com as coisas do Brasil. Nunca mais deixou de fotografar índio, bicho ou planta, mesmo que, por duas vezes, o ataque de inimigos ocultos e traiçoeiros quase lhe custasse a vida. Da viagem ao Xingu, Rozário herdou um vírus na coluna, que por algum tempo o deixou paralítico (foi salvo pelo neurocirurgião Abraão Ackerman).

De outra viagem, no ano seguinte, esta à Amazônia e a serviço de O Cruzeiro, trouxe uma queimadura que lhe atrofiou a perna e a medicina oficial não soube identificar nem tratar (foi salvo pela homeopatia). O currículo de Armando Rozário é quase insuperável. Além de Manchete e O Cruzeiro, suas fotos estão nas coleções do Jornal do Brasil e de revistas como Senhor, Cláudia, Realidade, Quatro Rodas (muitas vezes tomando edições inteiras), da francesa Paris-Match, da japonesa Photo International, da Encyclopedia Britannica e de mais publicações internacionais do que até ele conseguiu seguir a pista.

O fotógrafo húngaro-americano Philippe Halsmann, um dos bambas da agência Magnum, teve-o como seu assistente no Rio e convidou-o a ir trabalhar com eles em Nova York – equivalia a ser contratado pelo Santos de Pelé, se Rozário fosse jogador de futebol. Nos anos 50 e 60, foram muitos os convites como esse, mas Rozário nunca pensou seriamente em deixar o Brasil – exceto em 1960, quando foi para Paris como correspondente de Senhor e fotografou o encontro entre Kruchev e De Gaulle. Voltou em um ano.

No Brasil, havia Ipanema. Ele era um cidadão da rua Jangadeiros, freqüentador do Zeppelin (onde levantava no ar e pegava com a mão vinte cartões de chope) e, em 1965, seria um dos fundadores da Banda. De todas as tribos que fotografava pelo Brasil, nenhuma o fascinava tanto quanto a de Ipanema, talvez por ser a única em que todos se julgavam caciques – e dentro dos limites da aldeia, eram mesmo. O espírito independente de Ipanema se coadunava com o seu e, entre expor em galerias de arte e deitar suas fotos na grama da Feira Hippie, na praça General Osório, a convite de Hugo Bidet, chegou a preferir a segunda alternativa. Rozário achava que as fotografias deveriam merecer galerias próprias.

 Assim, em 1973, ajudou a criar em Ipanema a Photo Galeria, pioneira em tratar o tratar o trabalho dos fotógrafos brasileiros como obras de arte, com fotos numeradas e assinadas. Sua independência refletia-se em todas as frentes: ele foi o primeiro fotógrafo brasileiro a processar um poderoso veículo por usar uma foto sua e atribuí-la a outro, depois de tê-lo demitido porque a dita foto estaria “fora de foco”. A foto, de 1968, era um retrato de dona Júlia, mãe do ex-presidente Juscelino. Seu advogado foi o circunspecto dr. Mânlio Marat d`Almeida Acquistapace (na vida real, o Marat da Banda de Ipanema e dos Chopnics) e a causa levou sete anos para ser concluída, no Rio e em Brasília – com a vitória de Rozário.

 Isso firmou jurisprudência que viria beneficiar todos os seus colegas: a partir daí, as empresas jornalísticas passaram a tomar cuidado ao republicar as fotos de seus antigos contratados. Isso não tornou Armando Rozário muito popular nessas empresas. O que explica por que, desde meados dos ano 70, ele tenha se dedicado a outras atividades dentro de seu ramo, como testar equipamentos para os laboratórios internacionais de fotografia que se instalavam no Brasil, escrever uma coluna altamente especializada na Folha de S. Paulo e, principalmente, usar a fotografia para a causa da ecologia.

Em 1978 Rozário liderou uma cruzada nacional pela salvação do rio São João, em Barra de São João, perto de Macaé, ameaçado pela instalação de uma fábrica de álcool anidro. O rio banhara o poeta Casimiro de Abreu (1839-1860), nascido ali, e a região, que inspirava o pintor Pancetti, era mais um paraíso na mira da covarde industrialite brasileira. A campanha começou com uma exposição de fotos de Rozário e dos quadros de Pancetti no Museu Nacional de Belas-artes e, durante aquele ano, tomou os jornais, revistas, as telas dos cinemas e a tv Globo.

Por causa dela, a usina foi obrigada a instalar uma bacia de decantação que manteve a poluição em níveis suportáveis, com isso salvando também todo o litoral de Macaé e Búzios. Rozário nunca mais saiu de Barra de São João e Macaé, onde passou a editar pequenos jornais em inglês dedicados à preservação da região. Descobriu que, como macaense, sua responsabilidade era dupla: os cidadãos de Macaé são macaenses – e os da portuguesa Macau também.

Fotos do Armando Rozário do Rio São João:

rio_sao_joao.jpg?w=714

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Esta entrada foi postada em 15/07/2011, em Armando Rozário, Brasil, Diáspora Macaense, Gente, MACAENSES com a tag Armando Rozário, macaense, Rio São João, Ruy Castro. Deixe um comentário Armando Rozário, quem é ele?

armando_rosario.jpg?w=714

O Armando Rozário descobriu o Projecto Memória Macaense nas suas profundas pesquisas na Internet.  Dizia que foi por uma referência ao site na sua pesquisa sobre o seu antigo professor de inglês, Padre Cooney S.J que lecionava no Colégio São Luís Gonzaga em Macau e Wah Yan College em Hong Kong, de 1943 a 1947 .

Desta feita, passou a enviar-me material muito valioso, entre os quais, a fotografia mais antiga de Macau, de 1844 e outras tantas fotos e informações, como o mais antigo livro impresso em Macau e a origem da nossa denominação – Macaense ou Macaensi – que data desde 1588 (postagens em breve e no PMM)

Ele mora no Cabo Frio, bela cidade litorânea do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Sua apresentação: “minha avó chinesa nasceu em Macau. Do lado da minha mãe, tenho sangue francês e chinês.  Meu pai, Arthur Rozário é macaense e nasceu em Hong Kong. O nome de solteira da minha mãe é Henriette Marie Louise Demée. Sou primo do Luís Demée, o famoso artista macaense“. Tem vários parentes a residir nos EUA e Canadá.

Pelo seu importante trabalho realizado no Brasil, que verão no “perfil” na próxima postagem, gente famosa literária fez referências a ele nas suas crónicas, quando o assunto era a ameaça ao Rio São João com a construção de uma usina, tais como:

Carlos Drummond de Andrade, poeta e contista brasileiro, no Jornal do Brasil 1978, num dos trechos da sua crónica  “O Rio, Os Pescadores, A Morte”, escreve: ” … Conclusão feita de perguntas não é conclusão. Mas resta a impressão de que, para exigir do Governo o cumprimento mais positivo de suas obrigações sociais, devemos também exigir de nós mesmos o funcionamento de nosso espírito público, do nosso sentimento de comunidade. Como fez agora esse fotógrafo Armando Rozário, nascido em Hong-Kong, filho de um chino-português e de uma francesa, amante das doces praias de pescadores do Rio São João. Vivendo a vida desses homens simples e indefesos, senti aproximar-se o perigo que vai desabar sobre as águas, e botou a boca no mundo. Sua campanha começa a ocupar a atenção dos grandes jornais. Que ela sensibilize a população e salve o rio, ameaçada de morrer como habitat natural, é o que a gente deseja. De qualquer modo, vale como exemplo. A defesa da Terra começa no interior de cada um de nós, como se aperta um botão de luz.”- Carlos Drummond de Andrade, Jornal do Brasil, Junho de 1978

Otto Lara Rezende, outro famoso  jornalista e escritor, na sua crónica “Barra Poética” publicada no jornal “O Globo” em Julho de 1978, cita num dos trechos: “… É essa pátria de sonho e realidade, poética, que aqui está visível, graças ao
milagre do pincel de Pancetti e da câmara de Armando Rozário. Sou insuspeito para falar, porque sou amigo de ambos. Conheci e freqüentei Pancetti, sua arte reveladora, criadora e preservadora de beleza; também da beleza natural, como é o caso da sua série de telas do Rio São João.
O mesmo rio corre tranqüilo e indene nas fotografias desse mestre fotógrafo que é Armando Rozário. Encontrei-o e admirei-o assim que chegou ao Brasil. (1955). Rozário veio de longe, do outro lado do mundo, da China, de Macau,
para aqui nos descobrir o que, por amor do belo, deve permanecer intacto. Como Casimiro de Abreu, Rozário tem sangue português. Ao contrário de Casimiro, sua arte não se derrama para além de uma disciplina que lhe é essencial ao equilíbrio. Numa vida curta, o poeta romântica juntou as duas margens do Atlantico na mesma sensibilidade. Numa vida que desejamos chinesamente longa, o fotógrafo realista traz na sua refinada sensibilidade os dois extremos do
mundo”.

Enfim, para conhecer melhor este macaense de Hong Kong que teve importante papel na vida brasileira, talvez pouco conhecido entre nós, como eu que não o conhecia, veja a próxima postagem na crónica Um Perfil de Ruy Castro. Assim, caro Armando Rozário, justiça seja feita, o seu trabalho passa a ser conhecido pelos leitores deste blog e do site Projecto Memória Macaense.  Parabéns pelo seu belo trabalho e estamos orgulhosos de você!!!

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Esta entrada foi postada em 15/07/2011, em Armando Rozário com a tag Armando Rozário, Carlos Drummond de Andrade, macaense, MACAU, Otto Lara Rezende, Rio São


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