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GLOBAL RESEARCH in Portuguese <posted by macaense>


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Posted 08 December 2015 - 08:51 PM

GLOBAL  RESEARCH  in Portuguese:

 

 

 

 

Mísseis contra o gasoduto Turkish Stream By Manlio Dinucci, December 07, 2015

 


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Posted 08 December 2015 - 09:13 PM

Mísseis contra o gasoduto Turkish Stream
Global Research, December 07, 2015
 

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Os mísseis Aim-120 Amraam, lançados pelo F-16 turco (todos dois Made in USA) não foram dirigidos somente contra o caça-bombardeiro russo mobilizado na Síria contra o chamado Estado Islâmico, mas contra um objetivo mais importante: o Turkish Stream, o gasoduto projetado que levaria o gás russo à Turquia e de lá à Grécia e outros países da União Europeia

O Turkish Stream é a resposta de Moscou ao torpedeamento, por Washington, do South Stream, o gasoduto que, contornando a Ucrânia, levaria o gás russo até Tarvisio (na região italiana de Udine) e de lá à União Europeia, com grandes benefícios para a Itália, inclusive em termos de emprego. O projeto, lançado pela empresa russa Gasprom e a italiana ENI depois ampliado à alemã Wintershall e à francesa EDF, já estava em fase avançada de realização (a Saipem da ENI já tinha um contrato de dois bilhões de euros para a construção do gasoduto através do Mar Negro) quando, depois de ter provocado a crise ucraniana, Washington lançou aquilo que o New York Times definiu como “uma estratégia agressiva visando a reduzir fornecimentos russos de gás para a Europa”.

Sob pressão estadunidense, a Bulgária bloqueou em dezembro de 2014 os trabalhos do South Stream, enterrando o projeto. Mas ao mesmo tempo, embora Moscou e Ancara estivessem em campos opostos no que concerne à Síria e ao chamado Estado Islâmico, a Gasprom assinou um acordo preliminar com a companhia turca Botas para a realização de um duplo gasoduto Rússia-Turquia através do Mar Negro. Em 19 de junho Moscou e Atenas assinaram um acordo preliminar sobre a extensão do Turkish Stream (com uma despesa de dois bilhões de dólares a cargo da Rússia) até a Grécia, para torná-la a porta de entrada do novo gasoduto na União Europeia.

Em 22 de julho Obama telefonou a Erdogan, pedindo que a Turquia se retirasse do projeto. Em 16 de novembro, Moscou e Ancara anunciaram, ao contrário, próximos encontros governamentais para lançar o Turkish Stream, com uma envergadura superior à do maior gasoduto através da Ucrânia.

Oito dias mais tarde, a derrubada do caça russo provocou o bloqueio, senão a liquidação, do projeto. Seguramente, em Washington, festejaram o novo acontecimento. A Turquia, que importava da Rússia 55% de seu gás e 30% de seu petróleo, se encontra de fato prejudicada pelas sanções russas e corre o risco de perder o grande negócio do Turkish Stream.

Quem, então, na Turquia, tinha o interesse de abater voluntariamente o caça russo, sabendo quais seriam as consequências? A frase de Erdogan – “Nós não queríamos que isto acontecesse, mas aconteceu, espero que uma coisa desse tipo não acontecerá mais” -, implica um cenário mais complexo do que o oficial. Na Turquia há importantes comandos, bases e radares da Otan sob o comando estadunidense. A ordem de abater o caça russo foi dada dentro desse quadro.

Nesse ponto, qual é a situação na “guerra dos gasodutos”? Os Estados Unidos e a Otan controlam o território ucraniano por onde passam os gasodutos Rússia-União Europeia, mas a Rússia pode hoje contar menos com eles (a quantidade de gás que eles transportam caiu de 90% a 40% da exportação russa de gás para a Europa) graças a esses dois corredores alternativos. O Nord Stream que, no Norte da Ucrânia, leva o gás russo à Alemanha: a Gasprom quer agora duplicar, mas o projeto é contestado na União Europeia pela Polônia e por outros governos do Leste (principalmente os ligados tanto a Washington como a Bruxelas). O Blue Stream, administrado paritariamente pela Gasprom e a ENI, que no sul passa pela Turquia e por este fato não está isento de risco. A União Europeia poderia importar bastante gás a baixo preço do Irã, com um gasoduto já projetado através do Iraque e da Síria, mas o projeto está bloqueado (não por acaso) pela guerra desencadeada nesses países pela estratégia dos Estados Unidos e da Otan.

Manlio Dinucci

Manlio Dinucci : Jornalista, geógrafo e cientista político, colunista do jornal italiano Il Manifesto; tradução de José Reinaldo Carvalho para o Blog da Resistência


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#3 macaense

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Posted 08 December 2015 - 09:15 PM

Terrorismo de Estado: estilo franco-americano
Global Research, December 04, 2015
 

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“Guns And Butter” Entrevista com Michel Chossudovsky

Michel Chossudovsky mais recente investigação sobre o terror ataque em Paris, alegadamente feito pelo Estado Islâmico, ISIS, assim como o do Radisson Hotel em Bamako, no Mali, é discutida na entrevista que poderá ser lida aqui nesse relatório..

Essa é uma análise do estado atual do financiamento do terror dentro de um quadro da geopolítica global e da estrutura econômica..

Os tópicos incluem:

  • A contradição fundamental que se encontra nas bases da narrativa oficial da guerra contra o terror de maneira geral e mais especificamente contra o Estado Islâmic, ou ISIS.
  • Estado islâmico, uma criação da inteligência norte-americana;
  • A agenda geopolítica; a militarização da África; a Conferência de Berlim no final do século 19;
  • A presciência do ataque – Paris terror;
  • Escalada militar da França contra a Síria foi planejada antes dos ataques atuais;
  • A replicação do discurso de 9/11 como um pretexto para justificar uma nova onda de bombardeios contra a Síria;
  • Ataque por uma potência estrangeira justifica um estado de guerra;
  • A Doutrina de Segurança Coletivo, o Artigo 5 da OTAN;
  • A comunidade Muçulmana submetido a uma caça às bruxas; a criminalização do estado e o sistema financeiro;
  • O fim da República francesa.

Transcrição completa da entrevista abaixo.

“GUNS AND BUTTLER”

 

Full Transcript of Interview below (scroll down)

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#4 macaense

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Posted 08 December 2015 - 09:17 PM

O esgotamento da prosperidade dos bancos dos Estados Unidos
Global Research, November 18, 2015
 

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A partir da crise econômica de 2008, os bancos de investimentos de Wall Street passaram a ser os principais beneficiados pelas políticas aplicadas pelo sistema da Reserva Federal e do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Não obstante, instituições como o J.P. Morgan, Goldman Sachs, Morgan Stanley, entre outras, sofreram quedas significativas em seus níveis de lucro durante o terceiro trimestre deste ano. Apesar do enorme apoio governamental, foi impossível para os gigantes financeiros norte-americanos registrar números altos e positivos de forma estável, já que se encontram encravados numa economia que ainda está longe de alcançar a recuperação absoluta.

Sob o capitalismo, nada dura para sempre. As crises econômicas se sucedem uma após a outra. As contradições do sistema não são nunca resolvidas, somente transferidas de um setor a outro, de um país a outro. Se trata, portanto, de uma «crise circular», segundo definição do marxista britânico David Harvey. O Estado desempenha um papel crucial, mas ao mesmo tempo ajuda a gerar as condições para a acumulação capitalista. Quando a crise estoura, só a intervenção do Estado pode aliviar os danos sofridos pelas empresas e pelos bancos.

Publicamente, os empresários preferem advogar pela liberdade absoluta do mercado, mas a verdade é que quando estão em problemas, quando estão a ponto de quebrar, são os primeiros a pedir ajuda aos seus respectivos governos.

É o que se observa nos Estados Unidos, a principal potência capitalista do planeta. Ao longo dos Anos 90, as inovações financeiras serviram para gerar a ilusão de que as crises econômicas já não seriam tão dramáticas como antes. Colapsos de um tamanho similar ao da Grande Depressão de 1929 pareciam superados.

Segundo a perspectiva dos investidores, a intervenção governamental deve estar limitada, caso contrário podem gerar distorções nos preços dos títulos financeiros. Contudo, essa percepção mudou depois da quebra do Lehman Brothers, já que se algo evitou que os demais bancos tivessem o mesmo destino foi precisamente a agressiva intervenção estatal.

Desde então, JP Morgan Chase, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, entre outros, são como afilhados do governo de Estados Unidos. Como esquecer que em pleno desastre financeiro global, em setembro de 2008, Henry Paulson, que nesse momento era responsável pelo Departamento do Tesouro, exigiu que os congressistas do seu país aprovassem imediatamente um pacote de resgate de 700 bilhões de dólares.

No começo, os parlamentares estadunidenses resistiram, mas finalmente, com algumas pequenas alterações, o projeto foi aprovado. Assim, centenas de bilhões de dólares dos contribuintes foram destinados à aquisição de ativos hipotecários que não valiam nada (o chamado subprime) para salvar os bancos da insolvência.

Em dezembro daquele mesmo ano, Ben Bernanke, então presidente do sistema da Reserva Federal (Fed, por sua sigla em inglês), diminuiu a taxa de juros dos fundos federais (‘federal funds rate’) a um nível próximo de zero, e meses depois iniciou um programa de estímulos monetários, também conhecido pelo nome de «Quantitative Easing».

Entretanto, o mercado de trabalho continua estancado, e os investimentos massivos não aparecem. A dívida pública disparou: enquanto que, em 2006 era de 10,6 bilhões de dólares, agora está por cima dos 18 bilhões de dólares. A dívida das famílias, embora tenha diminuído um pouco, ainda se encontra longe dos níveis registrados antes de 2005. Isso porque os bancos utilizam seus capitais mais para investir na bolsa de valores de Nova York e menos para outorgar crédito às atividades produtivas.

Agora, a prosperidade bancária se esgota. Os lucros dos grandes bancos de investimentos estão em queda livre, segundo o revelado por informes corporativos do terceiro trimestre deste ano. A exceção do Wells Fargo e do Bank of America, o grosso dos bancos estadunidenses registrou números decepcionantes. Diante das incertezas globais, os agentes do mercado se desfizeram dos seus investimentos nos mercados cambiais, de bonos e de matérias-primas (‘commodities’).

Antes de agosto de 2015, quando o índice Dow Jones – que aglutina as maiores empresas industriais dos Estados Unidos – caiu mil pontos, os mercados financeiros pareciam calmos. Como o produto interno bruto (PIB) da economia estadunidense crescia por cima das expectativas, e as políticas de austeridade foram impostas na Grécia meses antes, os agentes de investimentos estavam tranquilos.

Pelo contrário, as últimas semanas deixaram em evidência que essa tranquilidade é muito frágil. Uma das principais preocupações mundiais é a China. Apesar do gigante asiático conservar níveis de acumulação de capital superiores aos que se observam nos países industrializados, a desaceleração de sua manufatura vem golpeando severamente os países emergentes, em especial os exportadores de matérias-primas (‘commodities’).

Nos Estados Unidos, o panorama continua sendo obscuro. O crescimento do PIB no período entre julho e setembro é deprimente, uma expansão de apenas 1.5 % em termos anuais. O mesmo acontece com as cifras do mercado de trabalho.

Nada permite concluir que a recuperação do nível de emprego será sólida, e muito menos que o processo será de crescimento estável. O que pode-se observar como evidência é que o nível de rentabilidade geral se mantém baixo demais, por isso os bancos estadunidenses tiveram seus lucros diminuídos.

É impossível especular nos mercados de renda variável (ações, imóveis, matérias-primas, etc) e obter altos rendimentos eternamente. Os bancos de investimentos dos Estados Unidos se encontram num impasse, já que foram muito beneficiados pelas políticas econômicas dos anos recentes, e agora essa abundância parece que se acaba.

Perante essa situação não há dúvidas de que pressionarão com todas as suas forças para continuar recebendo recursos extraordinários e tratamento especial por parte do governo dos Estados Unidos. Buscarão sabotar qualquer reforma financeira que pretenda por fim à sua exuberância. Por essa razão, a possibilidade de mudar o estado das coisas dependerá, em última instância, da capacidade de resistência dos de baixo.

Ariel Noyola Rodríguez

 

Fonte: Contralínea (México).

Tradução: Victor Farinelli (Carta Maior).

Ariel Noyola Rodríguez: Economista da Universidade Nacional Autônoma do México.

The original source of this article is Contralínea

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#5 macaense

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Posted 08 December 2015 - 09:20 PM

Otan, o tabu da esquerda
Global Research, November 17, 2015
ilmanifesto.info 8 November 2015
 

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Bombardear – declarou a ministra da Defesa, Pinotti, do Partido Democrático (PD) – “não deve ser um tabu”. Cai assim na Itália e na Europa o tabu da guerra e, com isso, também o do nazismo. Em Kíev, informa a agência Ansa em uma documentada reportagem de 4 de novembro, chegam toda semana do centro da Europa (incluindo a Itália) e dos Estados Unidos dezenas de “profissionais da guerra” recrutados sobretudo pelo Pravy Sektor (1) e pelo batalhão Azov, de clara característica nazista.

Os batalhões neonazistas fazem parte da Guarda Nacional, treinada por instrutores estadunidenses e britânicos. Nesse âmbito são treinados e armados também os estrangeiros, enviados, assim, para combater no Donbass contra os russos da Ucrânia. Ao voltarem à pátria, recebem o “passaporte ucraniano”, um tipo de salvo-conduto que pode servir em “todo o mundo”.

O quadro é claro. A Ucrânia de Kíev, já de fato na Otan sob o comando estadunidense, tornou-se o “santuário” do nazismo que ressurge no coração da Europa. O regime de Kíev pôs fora da lei não somente o Partido Comunista, mas o comunismo como tal, cuja proclamação é considerada um crime.

Transformou a Ucrânia em centro de recrutamento de neonazistas provenientes de países europeus e de fora da Europa, de fato selecionados, treinados e armados pela Otan. Depois de terem sido postos à prova em ações militares reais no Donbass, retornam com o “salvo-conduto” do passaporte ucraniano aos seus países, inclusive a Itália. Quem é mais capaz, entra na nova Gladio, pronta, se necessário, a provocar outra “Praça Maidan” (ou pior) na Europa. Tudo isto com a conivência dos governos europeus.

Aos que consideram tal cenário “conspirativo”, aconselhamos dar uma olhada na intervenção de Ferdinando Imposimato, presidente honorário do Supremo Tribunal de Cassação, na Convenção internacional organizada em Roma em 26 de outubro pelo Comitê Não à Guerra, Não à Otan. Ele afirma que “nas investigações que fiz sobre as tragédias que ocorreram na Praça Fontana, de Capaci e de Via d’Amelio, se comprovou que os explosivos utilizados provinham das bases da Otan”. Aqui se reuniam os terroristas, oficiais da Otan, mafiosos, políticos italianos e maçons, às vésperas dos atentados. E isto ocorria ininterruptamente desde o começo dos anos 1960”.

Em tal situação, continua, porém, a dominar, na esquerda italiana e europeia, o tabu da Otan. Na Itália, nenhum partido da oposição parlamentar tem no seu programa a saída da Otan.

Na Grécia, o Syriza de fato retirou do seu programa o objetivo de “fechar todas as bases estrangeiras na Grécia e sair da Otan”, como também o de “abolir os acordos de cooperação militar com Israel”, que ao contrário, têm sido reforçados com o que foi assinado em julho passado por Panos Kammenos, fundador do partido de direita Anel, ao qual o governo de Tsipras confiou o Ministério da Defesa.

O mesmo ocorre na Espanha, onde o Podemos, que tinha no seu programa um referendo sobre a saída da Otan, o redimensionou introduzindo no programa para as eleições de 20 de dezembro o objetivo de uma “maior autonomia estratégica da Espanha no seio da Otan”. Sergio Pascual, dirigente e candidato do Podemos em Sevilha, declara que sobre as bases militares estadunidenses na Espanha, “respeitaremos até a última vírgula os acordos assinados por nosso país”. O general Julio Rodriguez, candidato do Podemos a futuro ministro da Defesa, repete que “a Otan é necessária”. Como era em 2011 quando Rodriguez, na condição de chefe do Estado Maior, colaborava, como chefe da missão espanhola na Otan, no bombardeio da Líbia.

Manlio Dinucci

(1) Partido ucraniano de extrema-direita

Artigo original em italiano : http://ilmanifesto.i...della-sinistra/

Tradução do Blog da Resistência

Manlio Dinucci : Jornalista, geógrafo e cientista político. Escreve regularmente no jornal italiano Il Manifesto

The original source of this article is ilmanifesto.info

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#6 macaense

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Posted 08 December 2015 - 09:22 PM

EUA na Síria: Ponha um Ponto Final para o “Bombeiro-Incendiário”, “Abertmente Armando, Financiando e Treinando Terroristas”
Global Research, November 09, 2015
New Eastern Outlook 6 November 2015
 

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Imagine um pirômano incendiando um edifício, dando uma volta, trocando de roupa por um uniforme de bombeiro e voltando correndo, não com uma mangueira d´ água, mas com um tambor de gasolina sendo rolado a sua frente. Poderia alguém acreditar que a sua intenção seria a de apagar o fogo? Não deveria estar claro para qualquer um que a sua finalidade era a de assegurar-se que, não importa o esforço que se fizesse, esse fogo não iria se extinguir tão cedo, e provavelmente não mesmo antes que tudo já estivesse queimado?

Encontro com a piromania e os incendiários maníacos

Os Estados Unidos estiveram fazendo voos ilegais sobre a Síria já a mais de um ano. Ele esteve abertamente armando, financiando e treinando terroristas ao longo da fronteira da Síria com a Turquia e Jordânia, reconhecidamente, por muito mais tempo. Tem-se que mesmo antes do conflito ter começado em 2011, os Estados Unidos estiveram conspirando, tão cedo quanto em 2007, como foi revelado em entrevistas conduzidas pelo Prêmio-Pulitzer jornalista Seymour Hersh em seu relatório de 9 páginas “O redirecionamento” (in his 9-page report “The Redirection ) e isso para destabilizar e derrubar o governo da Síria através de extremistas sectários – mais especificadamente, Al Qaeda – com armas e fundos lavados através do mais velho e dedicado aliado regional dos Estados Unidos, a Arábia Saudita.

O surgimento do chamado “Estado Islâmico” (ISIS/ISIL) mostrou-se como fazendo parte de uma premeditada “desconstrução da Síria, como admitido no relatório de um departamento da Agência de Inteligência DIA, elaborado em 2012 (. A Department of Intelligence Agency (DIA) report drafted in 2012 (.pdf) . Nessa lia-se:

Se a situação se desenrolar bem deverá haver uma possibilidade de estabelecer um declarado, ou não-declarado, Principado Salafista no leste da Síria (Harsaka e Der Zor)sendo que isso é exatamente então o que os poderes apoiando a oposição desejam para isolar o regime na Síria, que é considerado como prova da intensidade da expansão xiita (Iraq e Irã).

Para clarificar quais seriam esses “poderes apoiando” a construção de um “Principado Salafista” o relatório do DIA explica que seriam:

  • o ocidente, os países do golfo e a Turquia; enquanto então a Rússia, a China e o Irã estariam apoiando o regime constitucional.

Nesse contexto tornava-se bem evidente quem seriam os pirômanos.

Rolando tambores de gasolina para “Apagar o Fogo”

Nenhum dos recentes movimentos dos Estados Unidos foram honestos. Os formuladores de políticas dos Estados Unidos conspiraram abertamente para se comprometerem com estratégias não destinadas a lutar contra o Estado Islâmico (ISIS), ou a acabar com o conflito destrutivo na Síria, o qual eles mesmo tinham começado. Em vez disso eles agiram para combater as tentativas da Rússia de o fazer. Tudo feito abaixo do disfarce de combater ISIS, ajudar refugiados, ou mesmo qualquer outro subterfúgio que acreditassem a opinião pública mundial pudesse aceitar, se não apoiar.

A verdade começou a aparecer até mesmo nos próprios jornais de propriedade do ocidente. O “Washington Post”  num artigo intitulado “Obama tem uma estratégia para a Síria mas enfrenta grandes obstáculos” (Obama has strategy for Syria, but it faces major obstacles.) declara explicitamente que:

[EUA] irá aumentar operações aéreas no norte da Síria, especialmente na área da fronteira com a Turquia, para cortar o influxo de combatentes estrangeiros, dinheiro, e material vindo para apoiar o Estado Islâmico.

Aqui o “Washington Post” admite abertamente que o apoio para o Estado Islâmico está fluindo de dentro de um país membro da OTAN, da Turquia. É claro que para parar esse “fluxo” esforços deveriam ser concentrados na fronteira Turquia-Síria antes que abastecimentos e reenforçamentos pudessem entrar na Síria. Está evidente também que o Estado Islâmico (ISIS) está sendo intencionalmente permitido a reabastecer e reforçar  sua capacidade de luta dentro da Síria, e isso vindo de um território OTAN, nominadamente para servir como pretexto para uma maior e mais direta intervenção do ocidente na Síria, como se pode notar já em junho de 2014 ( as was noted in June of 2014 ) de quando ISIS pela primeira vez mostrou-se no Iraque.

ISIS representa os tambores de gasolina sendo rolados para dentro do fogo, não para extinguir as chamas, mas para as desenvolver a um inferno ainda maior.

Os maníacos incendiários procuram criar um inferno ainda muito maior

O mesmo artigo do “Washington Post” iria revelar as verdadeiras intenções dos Estados Unidos e suas “botas no terreno” na Síria. Apesar deles dizerem que pretendem lutar “contra o Estado Islâmico” a verdade apresenta-se como muito mais sinistra. Abaixo do pretexto de lutar o Estado Islâmico, essas forças dos Estados Unidos, que apoiam militantes armados, treinados e financiadas pelos Estados Unidos e seus aliados regionais, irão tomar e manter territórios, efetivamente realizando o expresso nos documentos de ação política que de a muito vem expressando o desejo dos formuladores de políticas em Washington  de “desconstruir” a Síria como uma maneira secundária de destruir a mesma como uma nação-estado, se direta mudança de regime mostrar-se como coisa inatingível.

Washington Post” diz especificamente que:

Abaixo da estratégia Obama  a derrota do Estado Islâmico na Síria baseia-se em possibilitar forças locais sírias a não só fazer retroceder os combatentes do Estado Islâmico como também manter territórios libertados até que um novo governo central, estabelecido em Damasco, possa assumir.

Como já existe um governo central estabelecido em Damasco, é seguro concluir que as regiões asseguradas pelos militantes apoiados pelos Estados Unidos nunca seriam retornadas até uma derrubada de Damasco. Caso essa estratégia obtenha sucesso isso iria significar uma “balcanização” da Síria e consequentemente, o seu fim como uma nação unificada.

Comparando essa recente confissão do “Washington Post”, que se baseia em “lutar contra o Estado Islâmico” seguindo um  plano que já tinha sido feito antes mesmo do aparecimento do mesmo, revela também que o Estado Islâmico é só mais um de uma série de pretextos usados para implementar os objetivos dos Estados Unidos. Tudo já tinha sido elaborado, até mesmo o surgimento do próprio, antes de que qualquer tiro tivesse sido dado na atual crise da Síria.

No Memo #21 “Brookings Institution-Middle East, de março 2012 “Avaliando Opções para Mudança de Regime” ( “Assessing Options for Regime Change” ) especifica-se que:

Uma alternativa seria que os esforços diplomáticos se concentrassem primeiro em acabar com a violência e em como ganhar acesso humanitário, como tem sido feito abaixo da direção de Annan. Isso poderia levar a criação de áreas-seguras e corredores humanitários, que teriam que ser assegurados por poder militar limitado [limitado!!! ? !]. Isso iria naturalmente ficar abaixo dos objetivos estabelecidos pelos Estados Unidos e poderia preservar Assad no poder. Entretanto, desse ponto de partida seria possível que uma substancial coalisão, com o apropriado mandato internacional pudesse acrescentar subsequente ação coercedora aos seus esforços. [ênfases acrescentadas]

O plano de se usar forças especiais dos Estados Unidos para assegurar território sírio também foi especificado no documento da “Brookings” [instituição] de junho de 2015 denominado “Desconstruindo a Síria: Uma nova estratégia para a guerra mais desesperançada dos EUA”- Deconstructing Syria: A new strategy for America’s most hopeless war . Nesse documento declara-se que:

A idéia seria a de ajudar elementos moderados a estabelecer zonas de segurança dentro da Síria uma vez que estivessem preparados. Os EUA assim como forças sauditas, turcas, britânicas, da Jordânia e outras forças árabes poderiam agir em apoio, não só com ajuda aérea mas eventualmente no terreno com uma presença de forças especiais também. Essa abordagem iria beneficiar-se do terreno desértico aberto que poderia permitir a criação de zonas marginais de segurança – buffer zones – que poderiam ser monitoradas para possíveis sinais de ataque inimigo através de uma combinação de tecnologias, patrulhas e outros métodos que forças especiais, vindo de fora, poderiam ajudar os combatentes locais a erigir. [ênfases acrescentadas]

Se Assad fosse suficientemente audaz  para desafiar essas zonas, mesmo que de alguma maneira ele  tivesse conseguido o retirar das forças especiais, ele iria provavelmente  perder seu poder aéreo em ataques retaliatórios subsequentes, vindo das forças especiais, deprivando assim os militares sírios de uma das poucas vantagens sobre o Estado Islâmico. Concluiu-se portanto que ele provavelmente não iria fazer isso. [ênfases acrescentadas]

É óbvio que o esquema mais recente dos Estados Unidos continua com a mesma conspirção criminosa, a longo prazo, levantada contra a Síria, como exposto tão cedo como em 2007, por Seymour Hersh.

Para por ponto final aos pirômanos denomie-os pelo que são – Maníacos Incendiários

É claro que os Estados Unidos poderiam parar a marcha do Estado Islâmico sem por um único par de “botas no solo” sírio ou fazer um único voo pelos seus céus ( and without setting a single boot down on Syrian soil ).

A Rússia tem a autorização do governo constitucional da Síria para operar no território sírio para confrontar o Estado Islâmico. Entretanto a Rússia poderia gostar de interditar os abastecimentos e reenforçamentos para o Estado Islâmico antes que esses entrassem no território sírio, mas tem-se aqui que os países vizinhos, nominadamente a Turquia e a Jordânia, abrigam e ajudam, assim como agem em cumplicidade com as organizações terroristas, não indo então cooperar honestamente com a Rússia.

A Rússia tem influência limitada sobre os financiadores do Estado Islâmico, incluindo-se aqui a Arábia Saudita da qual a inteira existência depende das armas no valor de muitos bilhões compradas dos Estados Unidos, do círculo de bases militares americanas construídas em volta, e através, de todo o Golfo Pérsico defendendo-os contra a sempre aumentando quantidade de bem merecidos inimigos que adquire, e da constante legitimidade política garantida a eles pelos círculos diplomáticos e midiáticos do ocidente.

Os Estados Unidos tem uma presença física na Turquia, na Base Aérea de Incirlik, e vem já por vários anos operando ao longo da fronteira turco-síria – tendo também a sua Agência Central de Inteligência provendo armas aos terroristas, as suas forças especiais fazendo operações inter-fronteiriças, enquanto os seus militares vem administrando os campos de treinamento que preparam terroristas antes deles entrarem no território sírio, perpetuando dessa maneira o conflito [que dizem combater]. Os Estados Unidos, como se pode deduzir do acima dito, exercem além disso tudo a sua grande influência sobre a Arábia Saudita, sendo então que seu apoio político e militar é essencial para que a existência do regime saudita, em Riad, possa continuar.

Se os Estados Unidos estivessem mesmo interessados eles poderiam a qualquer momento apagar esse fogo todo simplesmente através de fechar a fronteira entre a Turquia e a Síria, e fazer por onde por um ponto final na ajuda da Arábia Saudita aos terroristas operando na Síria. Isso iria terminar com o conflito em poucas semanas, senão em poucos dias. Não fazendo isso ele mostra o papél central que ocupa na criação e na perpetualização do próprio “Estado Islâmico”.

A Síria e seus aliados precisariam não só de reconhecer esses fatos como também de elaborar uma estratégia que possaa efetivamente conter essa situação. Negociar com estados-financiadores da mais terrível e devastadora organização terrorista tendo pisado essa terra, em recente memória coletiva, não parece ser uma opção viável. A alternativa que se apresenta então é a expansão da coalisão sírio-russa dentro da Síria, especialmente nas regiões que os Estados Unidos pretendem arrebatar e esculturar a sua conveniência. Inicialmente uma esmagadora presença de “tropas de paz” vindas de várias nações e localizadas ao longo da fronteira turco-síria poderia bloquear os esforços dos Estados Unidos para a perpetualização desse, e relatados conflitos.

Isso não sendo possível, a Síria e a Rússia tem de tentar expandir suas operações por toda a Síria, e isso mais depressa do que os Estados Unidos possam espalhar seu pretendido caos.

Por já os Estados Unidos têm muito poucos elementos de uma força especial servindo como um tênue “escudo humano” para os terroristas na mira das operações militares da Rússia e da Síria. Eles ainda estão vulneráveis e possíveis de desengatilhar. Entretanto, os Estados Unidos irão sem dúvida continuar a expandir sua presença na Síria, talvez mesmo até a um ponto onde um retroceder poderia se mostrar como impossível ou inadmissível.

Tirar do jogo os incendiários pirômanos antes que o fogo irreversivelmente tome toda a estrutura que é o atual estado nacional sírio poderia ser já a única maneira de impedir que a Síria se torne na “Líbia do Levante”. Isso poria também um fim a geopolítica da perigosa guerra-relâmpago claramente destinada, em sua continuação, a Teerã, Moscou e Pequim, respectivamente então Irã, Rússia e China.

Tony Cartalucci

Artigo em inglês : 

Obama-talks-about-bombing-Syria-this-tim

US in Syria: Stopping the “Arsonist-Firefighter”, “Openly Arming, Funding and Training Terrorists”

New Eastern Outlook 6 de novembro 2015

Traduzido por Anna Malm – https://artigospoliticos.wordpress.com para Mondialisation.ca

Tony Cartalucci, Bangkok-based geopolitical researcher and writer, especially for the online magazineNew Eastern Outlook”.

The original source of this article is New Eastern Outlook

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Posted 08 December 2015 - 09:24 PM

“Botas no terreno” na Síria? O Pentágono vem socorrer o “Estado Islâmico” (EIIL)
Global Research, November 02, 2015
 

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A 27 de Outubro, o Secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, anunciou que o Pentágono está a ponderar “uma acção directa no terreno” tanto no Iraque como na Síria, num esforço para combater o grupo terrorista do autoproclamado Estado Islâmico”. (Sputnik, 27 de Outubro,2015).

Contudo, a agenda não tão oculta não é “combater” mas sim “proteger e ir em socorro” do grupo terrorista Estado Islâmico.

Qual é a novidade? Estaremos a testemunhar um processo de escalada militar?

Os EUA e os seus aliados já têm botas no terreno na Síria. Não é oficial, trata-se de uma dita “operação encoberta” da qual já toda a gente sabe.

O Pentágono, juntamente com a OTAN, a Turquia e Israel, et al, têm despachado de modo rotineiro para o teatro de guerra sírio os seus conselheiros militares, forças especiais e operacionais dos serviços secretos. Estas forças estrangeiras têm trabalhado no seio das hostes rebeldes desde o início da guerra na Síria em Março de 2011.

Embora nem Washington nem a comunicação social de massas tenham reconhecido “oficialmente” a sua presença na Síria, há que compreender que essas forças especiais ocidentais têm levado a cabo funções rotineiras de comando no seio dos vários grupos terroristas correlacionadas com a coligação liderada pelos EUA-OTAN. Por outras palavras, são amplamente responsáveis pela coordenação de incontáveis operações terroristas do EIIL e do Al Nusrah contra civis no interior da Síria em favor da coligação liderada pelos EUA. Escusado será dizer, contam também com o apoio da campanha aérea dos EUA, que teoricamente tem atingido (em vez de “proteger”) os terroristas.

“A Responsabilidade de Proteger” (R2P) Os Terroristas

Em reacção aos bombardeamentos da Rússia contra o EIIL, Washington pondera agora anunciar “oficialmente” (aquilo que têm já feito nos últimos quatro anos) a sua resolução de colocar tropas no terreno numa extensa operação militar. Escusado será dizer, esta operação, caso seja levada a cabo sem o selo de aprovação do Conselho de Segurança da ONU, irá constituir uma violação da lei internacional (Nuremberga).

A administração dos EUA está a considerar a possibilidade de mobilizar para o terreno sírio um pequeno número de forças inserida nas tropas da oposição “moderada” curda, anunciou o The Wall Street Journal na quarta-feira, citando fontes oficiais dos EUA.

Os militares dos EUA também propuseram enviar um grupo de conselheiros de combate para a linha da frente com o exército iraquiano e, possivelmente, também com os rebeldes sírios. Contudo, esta proposta é qualificada pelo jornal como sendo a do cenário menos provável.

Mais, a Casa Branca irá examinar a opção de mobilizar um pequeno esquadrão de helicópteros ofensivos Apache para o Iraque para incrementar a luta contra o Estado Islâmico, afirmou o jornal. Esta medida implica mobilizar várias centenas de militares dos EUA para o Iraque, de acordo com o diário. Washington lidera a coligação que tem levado a cabo ataques aéreos contra as posições do EIIL na Síria e no Iraque desde 2014. Na terça-feira, o Secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, afirmou que o Pentágono não excluía a realização de ataques no terreno contra os terroristas do EIIL. (Sputnik, 28 de Outubro, 2015)

Uma Zona de Voo Restrito

Outro desenvolvimento importante diz respeito à afirmação do Secretário da Defesa, Ashton Carter, de que embora “uma zona de voo restrito” não esteja a ser considerada pelo Pentágono no futuro mais imediato, não deixam de ser uma opção: “o presidente Barack Obama não ‘descartou’ a opção de uma zona de voo restrito na Síria”.

Entretanto, o Qatar anunciou estar a ponderar enviar tropas para o terreno na Síria. Esta revelação anunciada por Doha foi muito provavelmente formulado em Washington. De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Khalid al-Attiyah, o Qatar deve intervir militarmente em reacção à intervenção da Rússia em apoio ao governo de Bashar Al Assad. (CNN Arabic, 21 de Outubro):

“Para tudo aquilo que proteja o povo sírio e a Síria da divisão, não iremos poupar esforços em o desempenhar juntamente com os nossos irmãos sauditas e turcos, o quer que seja”.

Desde o início que o Qatar tem agido como intermediário dos EUA. Juntamente com a Arábia Saudita tem contribuído para o recrutamento, treinamento e financiamento dos terroristas ligados à Al Qaeda na Síria, incluindo o EIIL e o Al Nusrah.

Encontramo-nos numa Perigosa Encruzilhada

A diplomacia internacional colapsou. Os criadores da política externa dos EUA são ignorantes e corruptos, inconscientes quanto às implicações das suas acções.

Os ataques aéreos liderados pelos EUA estão a ser implementados simultaneamente com os da Rússia.

A ONU é um beco sem saída. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon (nomeado por Washington), apoia a guerra liderada pelos EUA sob a bandeira do humanitarismo.

Estas várias opções e ameaças por parte da coligação liderada pelos EUA – sem falar da taragelice que diz respeito à “opção da III Guerra Mundial” nos corredores do Congresso dos EUA – apontam para um cenário de escalada militar, com o potencial de levar a um confronto militar directo entre a coligação liderada pelos EUA e a Federação da Rússia.

Michel Chossudovsky

The original source of this article is Global Research

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